A política de gratificações para profissionais da segurança pública do Rio de Janeiro deixou de ter a nobre missão de incentivar a qualificação e passou a promover danosas inversões hierárquicas e a servir de artifício para sonegar recuperação salarial a inativos e pensionistas.
Outro efeito é escamotear os péssimos salários dos servidores públicos da ativa, que, na sua grande maioria, só se dão conta de que foram iludidos quando passam para inatividade e abrem seus contracheques, mais minguados ainda, pela perda das gratificações.
Esse “botar os pés no chão” pode ser muito mais dramático. Exemplo triste e recente é o do Soldado PM Alexsander, atingido por uma granada no morro da Coroa, “pacificado” por uma UPP, que teve uma das pernas decepada e ainda está entre a vida e a morte. Quando sair do coma, já não terá em seu contracheque os R$ 350que percebia por estar lotado numa UPP.
Ele é um guerreiro e, se Deus quiser e com a competência da equipe médica do Hospital Central da PMERJ, sairá dessa. Na qual, aliás, nem deveria ter entrado. Afinal, lá estava ilegalmente e contra a vontade, visto haver prestado concurso público regionalizado e optado pela região de Resende. Apesar dessa garantia prevista em edital, ele e centenas de outros policiais foram obrigados a trabalhar numa UPP na capital.
Militares são disciplinados, mas o governo não pode confundir subordinação com submissão. Há uma evasão anual de aproximadamente dois mil policiais e bombeiros das respectivas corporações, por diversos motivos, inclusive a aprovação em concursos públicos para carreiras mais atrativas e muito menos perigosas.
Para começar a mudar esse quadro, resultante da política capenga de gratificações e da tímida recuperação de salários super defasados, o governo poderia mudar o critério para pagamento de gratificações. Ao invés de serem provisórias e baseadas na lotação do servidor num batalhão, grupamento ou delegacia especializados, poderiam ser concedidas àqueles, que a incorporariam e levariam para inatividade, que tenham concluído curso de especialização, independente de sua lotação. Um servidor público bem remunerado trabalha por dez desmotivados.
*Flávio Bolsonaro é deputado estadual pelo PP
Fonte: Coturno Carioca

o Deputado tem razão, estão usando este tipo de maracutaia para enganar os que acham que não podem se defender. Aos da ativa, para fugirem dos inativos e ainda, reduzem gratificações dos servidores de até para um terço ou mais para fugirem da estatística de baixos salários, depois usam o judiciário para sentenciarem que os reclamantes não têm direitos adquiridos, assim continuam agradando a gregos e troianos.
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